5 motivos para não desanimar com a Free Agency

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Muitos torcedores ficaram desesperançosos com o destino da franquia na temporada 2015/2016 frente à inoperância do front office na Free Agency. Já se passaram quase duas semanas que o mercado foi aberto e poucas foram as movimentações em Carolina – duas para ser mais exato com Teddy Williams, jogador de Special Teams e o Safety Kurt Coleman, uma das famosas apostas de baixo risco que nosso GM tanto gosta. Apesar de toda essa impotência do front office, devemos lembrar que ainda nos encontramos em uma situação pouco confortável de salary cap e  que, ainda assim, temos grandes motivos para estarmos otimistas para o futuro da franquia.

1 – Ao contrário do ano passado, não perdemos jogadores importantes.

Muitos vão se lembrar que nesta altura da offseason passada estávamos com apenas 2 recebedores no elenco: Tavarres King e Marvin Mcnutt (quem?). Perdíamos o maior jogador da história da franquia, os segundo, terceiro e quarto recebedores , sendo um deles um dos grandes retornadores de kickoffs e punts da liga.
Acabávamos de perder dois Offensive Lineman titulares por aposentadoria: o ídolo Jordan Gross e Travelle Wharton e todas posições de linha ofensiva eram icógnitas em face das lesões e falta de talento.
Nossa secundária era devastada pela free agency, com a perda de todos os playmakers: Mike Mitchell, Captain Munnerlyn, Drayton Florence, Quintin Mikell.
Para completar o fiasco, gastamos um grande dinheiro com o favorito da torcida Greg Hardy que foi suspenso por quase toda a temporada.
As contratações para repor tantas perdas eram no mínimo questionáveis, tendo em vista que eram veteranos de idade avançada ou reservas de outras franquias.
Vale ressaltar que o fiasco da última free agency se deve à terrível situação de teto salarial que o franquia se encontrava em virtude da ‘herança maldita’ de Marty Hurney. Todas as decisões tomadas pelo front office foram impulsionadas por motivos econômicos, na tentativa de recuperar a situação salarial.
Tudo isso era a receita do desastre para os fãs, e, até pareceu que havia sido de fato em alguns momentos da temporada. No entanto, com diversos ajustes do coaching staff, conseguimos chegar aos playoffs, ganhar um jogo e competir de igual pra igual com um dos melhores times da NFL.
Neste ano, ao contrário, perdemos apenas um jogador que terminou a temporada como titular, o LT Byron Bell que era um dos jogados mais execrados pela torcida por ser um dos piores Left Tackles da NFL em números. Todas as renovações foram chave para o conjunto do time. Jogadores como Ed Dickson, Dwan Edwards, Colin Cole e Fozzy Whittaker são jogadores imprescindíveis para a rotação. O time que obteve sucesso ao final da temporada permanece intacto, fator que nos conduz aos seguintes pontos.

2 – Calouros fizeram impacto imediato.

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Um dos melhores drafts da história da franquia, sem dúvidas. Todos os jogadores draftados ou não-draftados por Dave Gettleman e Ron Rivera que entraram no time titular fizeram impacto positivo, deixando boas impressões acerca do futuro da franquia.
Isso já foi motivo de análise em outro post de minha autoria aqui, que vale a pena ler aqui.
Jogadores que pouco esperávamos como “Big Play” Bené Benwikere, Tre Boston, Philly Brown, Andrew Norwell tiveram grande importância  na arrancada para a pós-temporada. Isso sem contar os jogadores em que já se esperava impacto imediato, pelo maior hype no draft: Kelvin Benjamin, Kony Ealy e Trai Turner.
Soma-se tudo isso ao ótimo draft de Gettleman em 2013, com jogadores excepcionais como Star Lotulelei, Kwan Short, AJ Klein, e nos encontramos em uma posição em que o futuro da franquia como uma potência na NFL Sul está cada vez mais consolidado. Inclusive, já obtivemos frutos imediatos com a gerência dos últimos anos:  dois títulos de divisão seguidos conquistados pela primeira vez por um time da NFC Sul. Isso tudo levando em consideração as medidas  impopulares que a situação de salary cap obrigaram o front office a adotar.

3 – Já tampamos os maiores buracos e estamos a pouco mais de um mês do draft.

Michael Oher vem de duas temporadas ruins e com lesões, mas, tem talento de  escolha de first round e, como podemos ver pelos seus vídeos no instagram, vem treinando para recuperar sua sólida carreira. É uma resposta a curto prazo que pode funcionar muito bem. É sem sombra de dúvidas um upgrade para a posição de LT que vinha sofrendo com Byron Bell, um dos piores da liga. Ademais, vai tirar o peso das costas do provável calouro escolhido no draft que poderá evoluir sem pressões para se tornar o futuro da franquia na posição.
Ted Ginn é um dos melhores retornadores da liga e assumirá a posição de titular logo no primeiro dia, tendo em vista que foi uma posição extremamente problemática no último ano. É um jogador que conhece a franquia, visto que jogou aqui em 2013, e vem pra resolver uma das maiores deficiências da temporada passada. Além do mais, ainda tem gás no tanque para  ser a arma veloz de profundidade que precisamos no ataque, basta lembrarmos da química que teve com Cam Newton em 2013 quando produziou bons números e grandes jogadas.
Teddy Williams vem para solidificar o setor de Special Teams que foi um dos piores da NFL no ano passado. Com sua velocidade espera-se que faça grandes jogadas, ajude Ted Ginn com mais tempo nos retornos e dê menos tempo ao retornador adversário.
Kurt Coleman tem potencial para ser o novo Mike Mitchell. Um jogador que vem um tanto quanto desacreditado pela torcida mas que demonstra talento. Basta averiguar que foi o líder em interceptações de Kansas City Chiefs, mesmo sendo reserva. É um jogador que trabalhou com nosso coordenador defensivo Sean McDermott, que era técnico da secundário dos Eagles quando Kurt foi draftado. Deixa a posição de safety, que terminou o ano bem, mais tranquila visto que pode jogar nas duas posições, proporcionando maior depth e competitividade para a posição.
Essas  contratações ensejam ao front office a possibilidade de draftar os melhores jogadores disponíveis no próximo mês, mantendo a filosofia que vem dando certo desde que Dave Gettleman assumiu a gerência da franquia.

4 – Cam Newton 100%

cam-newton-acidenteSuperCam não foi capaz de repetir a ótima temporada de 2013, sendo um jogador inconsistente por toda a temporada. Entretanto, toda essa inconsistência é compreensível levando em consideração que fez uma cirurgia no tornozelo na offseason que limitou seus trabalhos atléticos durante o training camp e que claramente atrapalhou sua mecânica e mobilidade em alguns momentos da temporada. Ainda sofreu com costelas quebradas logo em seu primeiro jogo de pré-temporada, que fez com que perdesse o jogo de estréia contra os Bucaneers. Para piorar sua situação contou com uma das piores linhas ofensivas da liga durante boa parte da temporada. Como se não bastasse, sofreu um acidente automobilístico seríssimo que poderia ter custado sua vida e que, graças ao Deus Kuechly, apenas o desfalcou em um dos jogos.
Nesse ano que se segue, vida nova para Ace Boog1e que gozará de um bom período de tempo para ficar 100% saudável. Em seu retorno aos treinos contará com linha ofensiva e ataque melhores reforçados e maior tranquilidade para trabalhar.

5 – NFC South

Para finalizar vale lembrar que a situação dos outros times da NFC Sul ao terminar a última temporada foi deplorável. E pouco vem sendo feito pelas franquias para alterar essa situção.
Os Saints, com um panorama salarial catastrófico, perdeu nada mais nada menos que Jimmy Graham, um dos melhores jogadores da liga. Ainda não contará com jogadores de extrema importância para a equipe como o recebedor velocista Kenny Stills, o sólido guard Ben Grubbs, o versátil corredor Phierre Thomas e o bom linebacker Curtis Lofton. É bem verdade que desfrutarão de muitas picks no draft, mas dificilmente serão suficientes para cobrir tantos buracos abertos na free egency.
Os Falcons contrataram como head coach nada mais nada menos que Dan QUinn, o coordenador defensivo de uma das melhores defesas da história da liga que levou os SeaHawks à dois SuperBowls seguidos. Apesar disso, pouco fizeram na free agency para suprir todas as deficiências gritantes apresentadas pela defesa, linha ofensiva e jogo terrestre. Dependem muito do funcionamento da dupla Matt Ryan e Julio Jones para conquistar vitórias.
Os Bucs são os Bucs. Apesar de possuírem a primeira escolha do draft, ainda continuaram em progressiva reconstrução, agora com um  quarterback calouro. É uma equipe com bons talentos mas com problemas que dificilmente vão ser sanados para a próxima temporada.´
Pelo exposto, podemos concluir que Carolina é franco favorito para conquistar pelo terceiro ano seguido a NFC South e fazer história novamente. Com o draft do mês e com o amadurecimento do time jovem que terminou a temporada de 2014/15, podemos surpreender novamente e, quem sabe, ultrapassar o divisional round.
Keep Pounding!
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Sobre o Autor

Estudante de Direito, se tornou fã dos Panthers a partir da temporada de 2011, após se impressionar com as atuações do então calouro Cam Newton, o que levou a paixão pela franquia de Carolina.

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