Com minhas próprias palavras por Julius Peppers

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Por Julius Peppers

“Quando a oportunidade de deixar Green Bay chegou para mim e voltar pra casa em Carolina foi uma decisão fácil que não precisei pensar duas vezes.

Eu estava jogando pelos Packers e eu não sabia por quanto tempo eu continuaria por lá, mas eu sempre soube que se eu fosse continuar jogando football, eu não queria jogar em outro lugar a não ser em Carolina. Não tem nenhum lugar como nossa casa.

Foi uma decisão totalmente emocional. Eu não estudei o roster, ou olhei qualquer stats do ano anterior ou algo parecido. Eu só senti que era o certo. A energia era certa. Eu queria voltar pra casa.

Eu deixei os Panthers por motivos pessoais, mas enquanto eu estava em Chicago e Green Bay, eu tive algum tempo pra refletir. Eu senti que realmente tinha evoluído como jogador e pessoa. Eu entendi mais sobre quem eu sou como pessoa e como eu posso ajudar meu time a vencer. Eu sou uma pessoa e um jogador totalmente diferente do que eu era antes.

Quando as coisas foram acontecendo na última primavera, eu estava em Miami onde eu moro. Tudo estava sendo finalizado naquela manhã, mas ninguém realmente sabia ainda. Eu estava malhando na minha academia no dia, e por coincidência Thomas Davis estava na cidade para uma filmagem de um comercial da Jordan. E aconteceu de ser logo na minha academia.

Então a gente começou a conversar sobre tudo que aconteceu por volta desses anos que eu estive longe, e sobre eu estar voltando pra Carolina. Foi muito empolgante. Quando estávamos indo almoçar, Thomas puxou seu celular e iniciou uma vídeo chamada. E de repente, eu ouvi a voz de Luke Kuechly do outro lado do vídeo.

“Hey Luke,” Thomas Davis dizendo. “Eu estou com alguém que eu queria que você conhecesse. Ele será seu novo companheiro de time.”

Daí ele virou o celular pra mim e eu disse, “E aí, Luke? Estou voltando pra casa.” Depois disso eu acho que ele deu um grito. Ele ficou muito empolgado. Nós estávamos muito empolgados.

Luke e eu nunca nos encontramos fora do campo, mas a dinâmica naquele momento entre eu, Thomas e Luke foi muito especial. E depois desse momento eu tive a certeza que tínhamos potencial de ter uma temporada especial.

Quando finalmente cheguei em Charlotte de volta, foi muito bom ver todos os rostos familiares. Obviamente que ainda tinha alguns caras no time de quando eu jogava aqui, o que foi importante. Mas também, a equipe e as pessoas em volta do estádio fez a transição de volta bem mais fácil do que eu imaginava. Estava de volta pra lugar que eu conheço.

Eu abracei esse time e esse vestiário. Esses caras são ótimos jogadores e terão seus legados. Mas eu sempre tento ser útil e ser um líder.

Contra os Vikings, por exemplo, eu pude ver que Luke estava bem frustrado com os juízes depois de algumas jogadas. Ele é um jogador ‘ardente’ em campo, o que obviamente o ajuda a ser o ótimo jogador que ele é. Mas eu fui capaz de chegar até ele e dizer, “bro, relaxa, Estamos bem. Próxima jogada.” E ele entendeu.

Outros caras como Mario Addison eu falo sobre técnicas. Jogamos na mesma posição, e eu vejo algumas coisas e falo com ele sobre. Passamos por muita coisa nesses anos e com isso trocamos informações. Eu conheço Mario desde quando ele era calouro lá em Chicago, e estamos confortáveis sobre o que eu posso acrescentar ao que nossos treinadores falam.

Os caras as vezes me mostram os recordes e os números pra me provocar por que sabem que eu não gosto de falar sobre. Ainda mais agora, hoje em dia, nesses momentos, nada disso vem ao caso. É tudo sobre vencer um super bowl. Isso que me leva. Eu quero que tenhamos sucesso como um time. Eu tive sucesso individual durante minha carreira toda, mas pra ter o sucesso maior como um time não cabe só a mim.

E sobre o que vem pela frente, tento levar isso jogo após jogo. E estou esperando que nosso último jogo não vai ser antes do super bowl. Mas eu não estou pensando no que vai acontecer na manhã seguinte do nosso último jogo. Quando esse dia chegar, vamos todos atravessar essa ponte. E não é que eu sei e estou escondendo de todo mundo. Eu realmente não sei o que vem depois.

Estou jogando todo dia por esse time, por todos os torcedores e por essa comunidade. Pelo meu estado. Pelas Carolinas. Essa é a minha casa. E eu quero que comemoremos um campeonato. Juntos. #KeepPounding

 

 

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Sobre o Autor

Fã do Carolina Panthers desde 2011, João Marcelo começou a se aventurar no mundo de matérias dos Panthers em 2014 onde criou um blog exclusivo dos Panthers. Tem como ídolo Luke Kuechly e espera que ele vire o próximo Ray Lewis.

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