Luke Kuechly, seu desejo de jogar e o risco à sua saúde

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Luke Kuechly na sideline na partida contra o Washington Redskins.

O linebacker foi liberado do protocolo de concussão pelas equipes médicas da equipe e da NFL. E ele já deixou claro sua vontade de voltar aos gramados, o que deixa Rivera em uma posição difícil.

“Eu disse isso um milhão de vezes, eu quero jogar e eu quero estar lá com eles”, disse Kuechly. “Eu quero jogar, mas eles são meus chefes, e eu tenho que ouvir o que o chefe diz. Então o que eles decidirem, será o plano.”

Luke disse saber dos riscos mas não está preocupado com possíveis consequências a longo prazo das concussões que sofreu em temporadas consecutivas. Além disso, o Pro-bowler afirmou que a possibilidade de aposentadoria nem sequer passou pela sua mente.

Ao contrário de Kuechly, Ron Rivera, que optou por não colocá-lo pra jogar contra os Redskins, tem se preocupado com esse risco. Ron disse que pensa ainda em não utilizar Luke em casa, contra Atlanta; e também no último jogo da temporada, em Tampa.

“No final do dia, há muita informação para reunir”, disse Rivera. “Sendo inteligentes, sendo prudentes, tomaremos a decisão certa.”

“Ele e eu conversamos muito, ele quer jogar, eu disse que tenho um monte de coisas que eu tenho que colocar na balança”, completou o coach.

Cam Newton também se pronunciou e concorda com a posição do técnico Rivera de considerar poupar ‘potencialmente o maior linebacker a jogar’. Para ele, Luke tem o tempo que necessitar já que o time tem chances mínimas de playoffs.

“Eu não iria querer arriscar problemas à longo prazo apenas para trazê-lo de volta. Agora isso está vindo de mim – eu não estou falando por RV (preparador físico Ryan Vermillion), não estou falando pelo técnico, e eu definitivamente não estou falando por Luke. Mas isso vem de uma pessoa que sofreu uma concussão. Você não pode apressar isso.”

O Traumatismo Cranioencefálico (TCE), que é uma das principais causas de morte e de invalidez no mundo e a quarta principal causa de mortalidade nos EUA nos últimos 40 anos, é uma das possíveis doenças advindas das concussões. No ano de 2013 a NFL teve que desembolsar cerca de US$765 milhões a 4.500 ex-jogadores por lesões cerebrais relacionadas com a concussão, depois que processaram a liga por ocultar os perigos de concussões e colocá-los de volta no campo antes que eles estivessem prontos.

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Sobre o Autor

Torcedor fanático dos Panthers e estudante de Análises Clínicas nas horas vagas, se apaixonou pelo time após assistir as fantásticas exibições de Cam Newton e Luke Kuechly. WR de pelada, sonha em ser como Steve Smith, mas dropa mais que Ted Ginn.

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