[PÓS-JOGO] – 49ers @ Panthers

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O futebol retorna às Carolinas depois de uma despedida triunfante na final da NFC sobre o Arizona Cardinals, que coroou uma temporada beirando a perfeição dos Panthers nos jogos disputados em seus domínios. O Bank Of America Stadium se tornou um dos lugares mais difíceis para uma franquia visitante atuar.

Por isso, os 49ers vieram com a árdua missão de parar um ataque que construiu médias absurdas nos jogos em casa, além de ter que lidar com uma das defesas que mais provocam turnovers na liga.

E tiveram um início extremamente animador, ao desviarem um passe e conseguirem a interceptação logo na primeira campanha dos donos da casa, culminando em um field goal para abrir o placar na tarde. O ataque dos Panthers, ao contrário do que foi demonstrado em 2015, teve um início péssimo, sendo forçado a devolver a bola em sua segunda campanha.

No entanto, com a ineficácia do ataque, foi a defesa quem demonstrou o motivo pelo qual jogar contra os Panthers fora de casa tem se tornado um pesadelo às franquias adversárias. Logo no início de sua segunda posse de bola, o RB Carlos Hyde sofreu um fumble forçado pelo DE Charles Johnson e recuperado pelo LB Shaq Thompson, que levou a bola até a end zone e marcou o primeiro touchdown do jogo.

O ataque dos Panthers demonstrou novamente falta de sintonia no início do segundo quarto, perdendo a bola, novamente, após fumble de Fozzy Whitaker, que substituiu Jonathan Stewart, que teve problemas em seu tornozelo. Necessitando de aproveitar as oportunidades para ter alguma chance, o ataque dos 49ers conseguiu marcar um TD após boa campanha.

Com os erros iniciais, o ataque resolveu despertar e jogar como na temporada passada, com uma jogada explosiva de Greg Olsen que recebeu um passe livre e marcou o touchdown de 78 jardas, o mais longo de toda sua carreira. Por fim, após algumas posses de bolas improdutivas por parte de ambos os ataques, os Panthers conseguiram chutar um field goal e levar a vantagem de uma posse de bola para os vestiários com o 17-10.

No segundo tempo, os Panthers retornaram ao campo com vontade de terminar a partida e, após boa atuação da defesa, Cam Newton conduziu duas campanhas que culminaram em touchdowns de Kelvin Benjamin, que vem aparecendo extremamente bem no jogo aéreo, terminando o terceiro quarto com uma enorme vantagem no placar de 31-10.

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Contudo, novamente fomos pegos pelo conhecido “apagão do segundo tempo” que, nessa oportunidade, iniciou no quarto período. Os 49ers conseguiram em apenas 4 minutos de relógio: forçar um fumble de Cam Newton, marcar um field goal, recuperar uma bola na linha de 2 jardas, após Ted Ginn Jr soltar a carne no retorno de kickoff e marcar um touchdown. Os Panthers responderam com um field goal, mas, como se não bastasse, Blaine Gabbert conectou um passe de 78 jardas para o TE Vance McDonald levar a bola à endzone.

Com a enorme vantagem feita no terceiro quarto reduzida para apenas 7 pontos, tanto ataque quanto defesa tiveram que despertar novamente. O ataque começou marcando um field goal para colocar a vantagem em 2 posses de bola. A defesa, por sua vez, conseguiu interceptar a bola com uma jogada sensacional do melhor MLB da história. Com a campanha da vitória em suas mãos, Cam Newton conduziu o ataque e lançou seu quarto passe para touchdown, dessa vez para Devin Funchess.

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Tendo que forçar as jogadas para possuir alguma chance de vitória, os 49ers arricaram um passe em quarta descida que terminou nas mãos do calouro James Bradberry, a primeira interceptação de sua carreira. Por fim, um field goal de Gano para sacramentar a primeira vitória em casa com um placar elástico de 46-27.

Os erros, sobretudo os turnovers do ataque, dificultaram um jogo que poderia ter sido muito mais tranquilo. Todavia, tanto ataque quanto defesa conseguiram aparecer nos momentos de necessidade. À medida que a temporada vai correndo, os erros vão sendo corrigidos e aos poucos vamos retornar à forma que nos conduziu as 15 vitórias no ano passado.

Ressalte-se que nos três primeiros jogos da temporada passada tivemos vitórias com atuações contestadas e apenas na semana 6 contra os Seahawks é que tivemos mostras de que teríamos uma temporada espetacular. Nesse ano, os 46 pontos marcados já demonstram que vai ser difícil parar o ataque dos Panthers em Charlotte. A defesa, por outro lado, vem tomando forma após as alterações que sofreu. Vamos melhorando a cada jogo. Keep Pounding!

Destaques positivos:

Kelvin Benjamin – Mais uma semana como destaque positivo. Não tem como ignorar sua atuação, com mais de 100 jardas e 2 TDs marcados, que nos deu a vantagem que precisávamos para vencer a partida. Além do mais, teve várias recepções importantíssimas no decorrer do jogo.

Greg Olsen –  Nada mais justo que colocá-lo aqui após marcar o touchdown mais longo de sua carreira, em um momento chave da partida em que os Panthers precisavam dar uma resposta ao touchdown marcado pelos 49ers. Mais uma atuação de gala do 88!

Luke Kuechly – Muitos outros jogadores poderiam estar aqui como o terceiro destaque positivo do jogo, entretanto, o melhor MLB da história merece mais por ter feito, talvez, a jogada mais importante da partida. A sua interceptação veio em um momento em que o ataque dos 49ers estava encaixado e pronto para reduzir a vantagem para míseros 3 pontos.

Destaques negativos:

Pass Rush – Mais um jogo em que o quarterback adversário teve um pocket limpo durante quase toda partida para lançar os passes. Apenas em algumas jogadas o pass rush tem funcionado e sempre através do interior da linha com Star, KK ou Butler, ou através de blitz. A adição de um DE ao roster é uma urgência para o decorrer da temporada.

MVP da partida:

Kelvin Benjamin.

Notas dos setores:

Quarterback: A

Running backs: B

Wide Receivers: A

Tight Ends: A

OL: A

DL: B

Linebackers: B+

Secundária: B-

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Sobre o Autor

Estudante de Direito, se tornou fã dos Panthers a partir da temporada de 2011, após se impressionar com as atuações do então calouro Cam Newton, o que levou a paixão pela franquia de Carolina.

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