Pós jogo – Panthers vs Vikings

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Após uma derrota em um confronto de divisão na semana passada, os Panthers receberam o número dois da NFC – que vinha de oito vitórias consecutivas – e com atuação espetacular de Jonathan Stewart e da linha defensiva retornou aos trilhos da vitória.

Os Vikings tiveram a primeira posse de bola do jogo e logo de cara demos as “boas vindas” aos visitantes… Sufocamos Case Keenum, que diante de muita pressão numa terceira descida, teve que soltar a bola e acabou sendo interceptado por Daryl Worley. Foi a primeira interceptação de um jogador dos Panthers que não se chama Luke Kuechly ou Mike Adams.

O ataque entrou em campo com a missão de capitalizar em cima do turnover, e já na terceira jogada de ataque do drive, Jonathan Stewart bateu sua corrida mais longa dessa temporada e foi premiado com um touchdown no final. Foram 63 jardas de avanço, após bloqueios sensacionais da linha ofensiva, em especial de Andrew Norwell (pay the man). Sua segunda corrida mais longa foi de 18 jardas.

Não é o melhor ano da carreira de Jonathan Stewart, longe disso, o RB teve jogos bem ruins esse ano, mas ainda tem capacidade de produzir bem como nesse jogo. Foram 16 carregadas para 103 jardas e TRÊS touchdowns, HAT TRICK pro camisa #28 dos Panthers! Stewart precisava de uma atuação dessas pra afastar de vez as incertezas, não só do torcedor, mas também do próprio jogador. A defesa dos Vikings até então permitia uma média de 78 jardas terrestres por jogo nessa temporada, só o Stewart teve 103, tendo influência direta no ritmo do ataque na partida.

Após o touchdown de Stew os Vikings chegaram ao empate num drive marcado por muitas blitz queimadas. Dos sete snaps de passe nesse drive, em quatro ocasiões Wilks mandou blitz, inclusive na última jogada que resultou em um touchdown de Kyle Rudolph. Falamos no pré-jogo que Wilks deveria adaptar seu plano de jogo agressivo para ganhar a batalha contra o a ataque dos Vikings. O DC não adaptou seu esquema e foi queimado em diversas vezes. Wilks contou com uma atuação fora do normal da linha defensiva e com alguns drops de jogadores dos Vikings que foram determinantes para ficarmos com a vitória. Essa sorte acaba ofuscando o exagero de Wilks nas chamadas de blitz. Se isso não mudar, que a sorte continue do nosso lado!

Depois disso nosso ataque conseguiu mais um touchdown, e o responsável por carregar a bola até a end zone foi ele de novo… Jonathan Stewart! Nosso RB estava on fire e em um drive que durou mais de 7 minutos, Stew usou sua força para conquistar o TD no começo do segundo quarto.  Ainda tivemos outras três posses de bola, mas conquistamos somente um first down e proporcionamos assim o chamado momentum à Minnesota, que conseguiu encostar no placar com dois Field Goals. O estrago ainda poderia ter sido maior, e só não foi devido à nova regra de recepção da NFL, que invalidou o touchdown de Adam Thielen por ter soltado a bola no final da “recepção”.

Voltamos do intervalo com sangue nos olhos e muito foco nos dois lados da bola.
Já na primeira campanha de ataque anotamos um touchdown, após jogada maravilhosa de Cam Newton, que saiu do pocket e lançou contra o movimento do corpo para encontrar Devin Funchess sozinho na end zone.
Na sequência, strip sack de Mario Addison e a bola voltou para as mãos de Super Cam. KEEEEP POUNDIIIIING!

Os Vikings entraram no jogo sem dois de seus cinco jogadores titulares da linha ofensiva, e soubemos explorar essa fragilidade do time de Minnesota, que mais tarde perderia seu LT titular por uma lesão no tornozelo. Foram SEIS sacks dos Panthers (2 KK, 1 Peppers, 1 Addison, 1 Love e 1 Luke) dos quais cinco vieram de jogadores da linha defensiva. E do outro lado da bola, limitamos o atual RB 1, Latavius Murray, a 9 carregadas para 14 jardas.

Claro que no último quarto do jogo os Panthers como sempre deram aquela “apagada”. Nada que não estejamos acostumados. Adam Thielen marcou um touchdown para os Vikings, e no drive seguinte Cam passou uma bola um pouco alta para CMC, que não conseguiu agarrar e deixou assim a bola cair no colo de Sandejo. O drive seguinte do ataque de Minnesota foi crucial. Case Keenum pegou a bola de frente para a end zone, o jogo estava 24×21 Panthers e um touchdown mudaria tudo, mas a defesa dos Panthers mais uma vez cumpriu sua missão, em especial Kawann Short, que foi crucial sackando Case Keenum no momento certo. Um balde de gelo no momentum de Minnesota.

Com a posse de bola e 24 iguais no placar, tínhamos três minutos no relógio para matar o jogo. Hora do MVP de 2015 aparecer para gastar o relógio e colocar pontos no placar. Tudo isso equilibrando as ações durante o drive.
Na segunda jogada da campanha, read option e bola na mão de Cam, que com uma corrida de 63 jardas posicionou o ataque na linha de 8 para o goal. Ótima posição de campo, para três corridas depois, Stewart voar por cima das linhas e marcar seu terceiro touchdown do jogo, botando duas mãos na vitória do time da Carolina do Norte.

Os Vikings ainda tiveram 1:40 (sem timeouts) para tentar um touchdown, mas a linha defensiva dos Panthers não deixou. Sack de KK Short na primeira jogada e muita pressão pra cima de Keenum, que sem pensar muito não conseguiu renovar suas decidas nos snaps seguintes… Turnover on downs, vitória dos Panthers!

Injury report

Ryan Kalil e Greg Olsen voltaram a jogar depois de suas contusões. Kalil jogou todos os snaps ofensivos pela primeira vez desde a semana 1, e Olsen jogou mais de 60% dos snaps, sem aparecer nas estatísticas. Olsen chegou a sentir alguma coisa no pé no meio do jogo, foi atendido e voltou para o campo.

MVPs

Jonathan Stewart

Claro que o MVP da partida tinha de abrir a seção de destaques do jogo… Stewart foi um dos grandes responsáveis por conseguirmos a vitória contra os Vikings. Stew se junta a Mike Gillislee e Mark Ingram, como os únicos jogadores a correr para três touchdowns em uma partida, nessa temporada. O RB contou com uma excelente partida de sua linha ofensiva. Andrew Norwell, Trai Turner, Ryan Kalil e até o calouro Taylor Moton ajudaram Stewart em seus touchdowns.

Jonathan Stewart TD 1 ALL 22

Acima o primeiro touchdown de Jonathan Stewart no jogo. Um home run de 60 jardas que contou com uma formação um pouco diferente. Os tackles Matt Kalil e Taylor Moton estavam alinhados um ao lado do outro no lado direito da linha, enquanto o TE Chris Manhertz ocupava a posição de origem de Kalil (LT). A jogada ainda conta com um pull crucial de Norwell para o mesmo lado direito em estava Kalil e Moton. Jogada muito bem desenhada por Mike Shula e muito bem executada pelo ataque. Quando a criatividade encontra a eficiência é difícil de parar!

Vale ressaltar um detalhe nessa jogada… As defesas adversárias temem tanto o estrago que Cam Newton pode fazer com as pernas, que o Safety nessa jogada, o #34 Sandejo no caso, simplesmente se “esquece” de defender uma possível corrida do running back para se deslocar a direita e tentar evitar um possível  bootleg de Cam Newton. Resultado, não tinha ninguém no fundo do campo para marcar Stewart, e o RB correu para abrir o placar no jogo.

Mario Addison e Jullius Peppers

Nossos edges fizeram outra partida de gala. Mais uma vez, cada um teve um sack, (9.5 para cada um na temporada) e um tackle para perda de jardas. Mario Addison apareceu um pouco mais que Peppers, tendo além do sack, dois hits e 5 hurries pra cima de Keenum. Essa produção rendeu a Addison uma nota altíssima (92.5) no PFF (pro football focus). Outro detalhe é que Addison não está mais jogando apenas em terceiras descidas. Com CJ suspenso, Mario cresceu em importância no roster e tem contribuído em muitos snaps.

Peppers good run defence

Minnesota descobriu que é suicídio botar um TE pra bloquear Julius Peppers. Chance 0 (zero) de Rudolph conseguir segurar Pep..Tackle for loss!

Super mario good run defense

Acima, Mario Addison com um first step lindo e um inside move para acabar com a corrida. Quem disse que “Super Mario” não jogava contra o jogo terrestre?

strip sack mario

Uma das jogadas que mudaram a partida. Strip sack de Addison pra cima de Case Keenum e bola recuperada pelos Panthers. Addison usando a velocidade a seu favor, dando a volta no arco pra cima do bom RT dos Vikings e chegando a tempo de esticar a mão pra fazer um highlight play.

Daryl Worley e James Bradberry

Os dois precisavam entrar como destaques nesse pós-jogo, mais Worley do que Brad na verdade. Finalmente os dois “desencantaram” na temporada e tiveram uma boa partida e uma interceptação no mesmo jogo! Worley “ficou no quase” semana passada contra os Saints, quando deu uma espalmada em uma bola fácil, mas essa semana conseguiu o feito.

Worley INT

Interceptação do Worley na jogada acima. O camisa #26 contou com uma pressão em cima de Keenum, que soltou a bola mais rápido e mais curta do que deveria. Restou ao CB virar o corpo e comemorar a primeira interceptação dele na temporada.

Kawann Short

KK vem fazendo uma boa temporada, mas sem aparecer muito nas estatísticas. Nesse jogo foi totalmente diferente, KK anotou dois sacks e em jogadas extremamente importantes na partida. Uma delas depois da interceptação de Cam Newton, quando os Vikings começaram dentro da linha de 10 do campo de ataque. E outra no último drive dos Vikings no jogo. Clutch!

KK sack 1

Menções honrosas

  • Daryl Williams (cedeu somente uma pressão o jogo todo)
  • Andrew Norwell
  • Luke Kuechly
  • Cam Newton

 

Not MVP’s

Kevon Seymour

Vamos dizer que o Seymour não é um dos melhores jogadores a participarem desse elenco. Seymour jogou 9 snaps o jogo todo e conseguiu entrar para lista de piores da partida. Em um drive ele conseguiu uma interferência dentro da linha de 10 jardas de defesa, e ainda conseguiu ceder um touchdown, que por sorte, foi revertido por recepção incompleta de Thielen.

DPI Seymour

Interferência do Seymour, larga o wide receiver amigo, só pode segurar dentro das 5 jardas.

Touchdown revertido no Seymour

Jogada que podia ter saído muito caro. A marcação de campo foi touchdown, porém Thielen soltou a bola no final e na revisão as Zebras reverteram a chamada. Caso tivesse sido confirmada a recepção, os Panthers iriam pro intervalo perdendo por 3 e não ganhando por 1. Definitivamente poderia ter afetado o comportamento do time.

Steve Wilks

Pelo amor de Deus! Ele precisa parar de mandar blitz de DB toda hora. Correndo o risco de ser repetitivo, visto que falamos sobre isso noutras oportunidades, mas WIlks é exageradamente agressivo em seu gameplay e manda muitas blitz pra cima dos QBs. Parece que nosso DC desconhece a palavra excesso ou seu significado. Quase todos os drives da defesa dos Panthers, metade dos snaps, no mínimo,  contava com blitz de Munnerlyn ou de Thomas Davis. E em quase todos esses snaps os Vikings queimaram as blitzes por seus WRs talentosos estarem no “mano a mano” contra nossa defesa. Contra os Jets foi a mesma coisa, muita blitz, marcação mano a mano e avanços do ataque. Precisa ter cadência e ser estratégico, para não se tornar previsível e vulnerável.

Conclusão

Vitória GIGANTE dentro de casa, contra um dos melhores times da NFC. Com a derrota dos Saints ainda da para sonhar com o título da divisão, mas para isso, temos que ganhar todos os jogos até o final. Semana que vem receberemos os Packers em casa, de novo, em uma possível volta de Aaron Rodgers após contusão na clavícula.

#KeepPounding #BlitzDoBem

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Sobre o Autor

Fã do Carolina Panthers desde 2011, João Marcelo começou a se aventurar no mundo de matérias dos Panthers em 2014 onde criou um blog exclusivo dos Panthers. Tem como ídolo Luke Kuechly e espera que ele vire o próximo Ray Lewis.

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