[PÓS-JOGO] – Seahawks @ Panthers

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A primeira batalha foi vencida pelos Cardiac Cats. Em um jogo muito semelhante a vários vencidos na temporada regular, os Panthers avançam para a final de conferência, fato que não ocorria desde 2005.

Um sonho daqueles que ficamos tristes ao acordarmos. Assim foi o primeiro tempo da partida, que, logo na primeira jogada, teve uma corrida de 59 jardas de Jonathan Stewart, demonstrando estar fresco e saudável. Após essa corrida, Cameron Artis-Payne quase causou um anticlimax sofrendo um fumble que foi recuperado por Mike Tolbert. Mais algumas jogadas e o próprio J-Stew concluiu a campanha com seu primeiro touchdown no dia.

7-0 na conta com o jogo corrido de Carolina mostrando força, afinal, o campo foi percorrido sem nenhuma jogada de passe sequer por parte do MVP da temporada. Posse de bola com Seattle e em duas jogadas a defesa distribuiu seu cartão de visitas, mostrando a Russell Wilson e Marshawn Lynch que o dia seria longo. Um tackle for a loss de Star na primeira jogada e uma pressão de Short na segunda, que culminou em um péssimo passe de Wilson para Luke Kuechly que retornou a interceptação para a endzone colocando 14-0 no placar em menos de 3 minutos. Panther Nation explodia no Bank of America Stadium e em todo o mundo.

A defesa continuou anulando completamente o ataque dos Seahawks e, com uma playcall excelente de Mike Shula mesclando corridas e passes, o ataque respondia com pontos. Um touchdown de Stewart, um field-goal e um passe sensacional de Super Cam para Greg Olsen colocaram 31-0 no placar no primeiro tempo. A torcida estava em festa, um massacre total, um verdadeiro baile de pantera se passava no BoA, que mais parecia o Mineirão. Nesse ritmo, faltariam bolas para as crianças de Charlotte.

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No entanto, difícil seria dar o jogo como terminado tendo em vista que os Panthers quase entregaram jogos com vantagens enormes na temporada regular e que os Seahawks ficaram conhecidos por crescerem no segundo tempo e serem uma franquia de MUITA sorte. Ron Rivera tentou nos tranquilizar no intervalo dizendo ao entrevistador que o time não seria conservador e não se furtaria de marcar mais pontos apenas para administrar o tempo e o placar.

Ron Rivera não estava certo e Seattle começou marcando 7 pontos rapidamente após um ótimo retorno de kickoff de Tyler Lockett. A resposta do ataque não veio, mostrando em campo o contrário de que Ron havia falado no intervalo, com chamadas de ataque conservadoras que não deram ao MVP a oportunidade de conduzir o ataque para marcar pontos, buscando apenas consumir o relógio.

Com isso, Seattle começou a marcar pontos atrás de pontos, em uma defesa cansada, confusa e perdida. Luke Kuechly fazia de tudo para tentar organizar o posicionamento, sobretudo dos cornerbacks que estavam jogando de maneira passiva e recuada e cedendo todas as primeiras descidas.

Com 31-14 no placar, Seattle tinha o momentum e a oportunidade para tentar um empate improvável. Em uma das jogadas que a defesa conseguiu parar o ataque, um fake punt conseguiu a primeira descida e nossas unhas começavam a ser dilaceradas. Entretanto, por incrível que pareça, essa jogada de mestre de Pete Caroll pode ter custado o jogo para Seattle, uma vez que, na mesma campanha, o primeiro sack de Josh Norman na carreira forçou outro punt, fazendo com que o relógio tenha sido consumido em vão.

Ainda assim, o ataque permanecia inerte, tentando correr com a bola sem eficiência e jogando seguramente para não produzir nenhum erro que desse alguma real chance de virada para o time de Washington. Essa postura, no entanto, quase custou caro uma vez que a defesa não correspondia e cedeu mais um touchdown no quarto período deixando o jogo 31-21.

Estávamos esperando aquela interceptação de Thomas Davis ou de Luke Kuechly, como nas semelhantes partidas contra Green Bay e Indianapolis na temporada regular. O turnover não veio, mas com um passe defendido SENSACIONAL de Deus Kuechly, forçamos um field goal de Seattle com pouco tempo para o término da partida, sendo o onside kick a única esperança para o empate.

Hauschka para a bola, coração na mão, a imagem da final de conferência estava logo ali, a primeira da história em Charlotte. Bola no ar, olhos fixados na tela, bola nas mãos de nada mais nada menos que Thomas Davis, aquele que representa o espírito de dois estados, que representa o espírito Cardiac Cats, que representa o espírito de KEEP POUNDING.

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Davis ainda sofreu uma bela de uma pancada mas tenho certeza que nesse milésimo de segundo a imagem de Sam Mills, a imagem dos médicos que diziam que ele teria de encerrar a carreira após 3 cirurgias de ligamento, a imagem de todos os analistas que duvidavam de seu retorno passaram em sua mente e nada faria que ele a soltasse. Estamos mais vivos do que nunca, o sonho continua e são só mais duas batalhas para a terra prometida. Obrigado por me fazerem viver isso.

 

 

Destaques positivos:

Jonathan Stewart – J-Stew voltou em grande estilo, correndo para mais de 100 jardas, fato que não ocorria para nenhum running back contra a defesa dos Seahawks há 28 jogos. Demonstrou estar fresco e saudável, será de extrema importância para o próximo jogo.

Luke Kuechly – Deus fez de tudo nessa partida para que saíssemos vencedores. De contabilizar a segunda pick-six da carreira de Russel Wilson, a defender um passe chave para a partida de maneira sensacional. Ainda realizou 11 tackles. Deus é, sem dúvidas, um dos melhores jogadores de futebol americano da história do jogo.

Trincheiras – Tanto a linha defensiva/pass rush, quanto a linha ofensiva foram sensacionais na partida e foram os principais fatores que nos conduziram à vitória. Enquanto a linha defensiva/pass rush fizeram 5 sacks, muitas pressões e limitaram Marshawn Lynch a apenas 20 jardas, a linha ofensiva protegeu Cam Newton extremamente bem e abriu os espaços necessários para que Stewart explorasse a defesa de Seattle de maneira não vista nos últimos 28 jogos do time de Washington.

Greg Olsen  Olsen foi o único recebedor sólido no jogo contra os Seahawks, conseguiu várias primeiras descidas chaves e marcou um touchdown com uma senhora recepção. Ademais, tomou uma pancada que lesionou seu ombro e ainda assim voltou para o jogo. Que homem!

 

Destaques Negativos:

Coaching staff – A maneira com que os Panthers jogaram na segunda etapa foi frustrante, demonstrando que os técnicos não aprenderam com os erros que quase custaram vitórias importantes na temporada regular. A maneira passiva e conservadora de atuar deu aos Seahawks, um time conhecido pelas viradas, a oportunidade de reagir. Ademais, a playcall defensiva falhou bizonhamente quando chamou uma blitz de Josh Norman, deixando o recebedor mais veloz dos Seahawks alinhado com um safety na lateral do campo, custando um touchdown chave. Esperamos que os erros sejam corrigidos e estudados para o próximo domingo.

Secundária – Não era nenhuma surpresa a possibilidade dos Panthers sofrerem na secundária com Cortand Finnegan e Robert Mclain. E foi justamente o que ocorreu no segundo tempo quando Russell Wilson resolveu arriscar. Infelizmente, as lesões nos deixaram nessa posição e temos que sobreviver com eles, que não são jogadores ruins, mas podem comprometer na próxima semana contra os ótimos recebedores de Arizona.

 

MVP da partida: 

Jonathan Stewart.

 

Notas dos setores: 

Quarterback: B

Running backs: A

Wide Receivers: C

Tight Ends: A

OL: A

DL: A

Linebackers: A

Secundária: D

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Sobre o Autor

Estudante de Direito, se tornou fã dos Panthers a partir da temporada de 2011, após se impressionar com as atuações do então calouro Cam Newton, o que levou a paixão pela franquia de Carolina.

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